Araupel fornece combustível para MST se deslocar do acampamento até guarita

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No últimos dias, por intermédio do Governo do Estado, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da madeireira Araupel selaram um acordo para que a empresa possa retirar madeira do imóvel ocupado pelo MST, no acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu.

A proposta foi firmada durante reunião na Câmara de Vereadores de Quedas do Iguaçu, no final de outubro.

Para o assessor especial de Assuntos Fundiários do Estado, Hamilton Serighelli. “O termo é resultado de oito meses de negociações e é de extrema importância para que haja uma relação pacífica entre os trabalhadores sem terra e os funcionários da empresa. O acordo está consolidado e a empresa já está começando a trabalhar no imóvel”, cita Serighelli.

Ele explicou que no lado de Quedas do Iguaçu já houve muito conflito entre os trabalhadores sem terra e a empresa. Há dois anos o Governo do Estado também mediou outro acordo, para que a Araupel fizesse a extração das florestas de pinus e eucalipto na Fazenda Pinhal Ralo, em Rio Bonito do Iguaçu.

ESTABELECIDO

Com o acordo, a Araupel poderá fazer a extração de madeira, no denominado projeto 4, que é parte do imóvel do Rio das Cobras, pelo prazo de cinco meses.

A empresa também deve fornecer material para a construção de uma guarita na entrada que dá acesso ao acampamento, na qual permanecerão um grupo de representantes do MST e ficou estabelecido que a Araupel manterá em bom estado a estrada de acesso ao acampamento até a guarita e fornecerá o combustível para que os trabalhadores possam se deslocar do acampamento até a guarita.

 

ENTENDA O CASO

 

Em 22/02/2017  já teve outro acordo.

MST e Araupel firmam acordo de convivência pacífica em área ocupada

Grupo ocupa fazenda em Rio Bonito do Iguaçu, na região central do Paraná.
Invasões à área tiveram início em julho de 2014; ações correm na Justiça.

Representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da madeireira Araupel firmaram um acordo de convivência pacífica na área da fazenda Pinhal Ralo, em Rio Bonito do Iguaç. O acordo teve a intermediação da 1ª Promotoria de Justiça de Laranjeiras do Sul, que acompanha o caso desde outubro de 2016.

No encontro ficou definido que os funcionários da Araupel poderão ter acesso à fazenda pelas pontes do Rio das Cobras e do Rio da Despedida para a extração de toras de pinus e eucalipto. Já os integrantes do MST poderão manter no local o acampamento que conta com cerca de 3 mil famílias.

Segundo a promotora Doriana Pietczak Drabecki, as reuniões têm o objetivo de proporcionar um entendimento pacífico entre os envolvidos, “independentemente da discussão judicial em trâmite para a reintegração de posse da área ocupada pelo movimento”.

O acordo foi retificado na segunda-feira (20) durante encontro no Palácio Iguaçu com o governador Beto Richa e representantes da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do governo do estado, Procuradoria de Justiça e Ministério Público Estadual.

Os conflitos agrários na região se intensficaram em julho de 2014 com invasões de áreas de reflorestamento mantidas pela Araupel. Desde então ações que questionam a posse das terras vêm sendo mantidas na Justiça.

Fonte: G1

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